Fábrica de reciclagem de lixo eletrônico em Manaus

Publicado: 1 Ano atrás

A Oi e a empresa Descarte Ambipar planejam construir em Manaus, até o final de 2014, uma fábrica de reciclagem de lixo eletroeletrônico. O anúncio foi feito durante coletiva em Americana, interior de São Paulo, onde funciona a primeira fábrica deste porte.

De acordo com o diretor de Tesouraria e Relações Internacionais da Oi, Bayard Gontijo, a proposta tenta viabilizar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que deve se tornar obrigatória a partir do segundo semestre do ano que vem. Além de Manaus, estão previstas unidades no Rio Grande do Sul, Pernambuco, Goiás e Rio de Janeiro, em municípios a serem definidos. A fábrica em funcionamento em Americana deve passar por uma ampliação.

Com a unidade em Manaus será possível recolher uma média de 150 toneladas por mês de lixo eletroeletrônico. Indicadores mais recentes da Suframa mostram que até setembro as empresas do Polo Industrial de Manaus produziram 148,04 milhões de CD's; 18,57 milhões de aparelhos celulares; além de 9,11 milhões de televisores modelo LCD.

Gontijo comentou que a Oi já adota uma política de sustentabilidade desde 2009, no qual realiza a coleta seletiva de aparelhos, baterias e acessórios nas 180 lojas próprias. Ele afirmou que a parceria com a 'Descarte Ambipar' possibilitará o recolhimento de lixos de grande porte, como micro-ondas, geladeira.

Investimento

Do financiamento de R$ 10 milhões a ser feito ao longo de seis anos para implantação das fábricas de reciclagem, Manaus deve receber um aporte de R$ 2 milhões, de acordo com o presidente da Descarte Certo, Lucio Di Domenico. Serão gerados 120 postos de empregos diretos na cidade. Em todo o País, as novas unidades devem gerar em torno 5 mil empregos diretos e indiretos.

O projeto de implementação funcionará em quatro fases: a primeira será o mapeamento de todas as ações, como forma de "olhar de dentro para fora", antes de estender o serviço ao público externo; a segunda será credenciar todos os pontos de venda da prestadora; e a partir da terceira fase será possível oferecer os serviços de coleta para o mercado. A quarta e última fase visualiza a Pesquisa & Desenvolvimento, na qual serão criados índices de sustentabilidade para mensurar esta problemática no país.

Domenico também comentou que a instalação das empresas nessas regiões poderão impulsionar a redução no preço da taxa de serviço, cujo valor comporta o frete. Hoje, os preços são qualificados em três categorias, a de pequeno porte, como descarte de ferro de passar, a R$ 39,90; a de médio, como microondas, a R$ 69,90 e a de grande porte, como geladeiras, acima de R$ 139,90.

Fonte: Luana Gomes - Acrítica

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